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Depoimentos de Estudantes do Técnico em Agropecuária


“Desde os meus cinco anos tenho o sonho de ser Engenheira Agrônoma, porém nunca pensei que fosse realmente conseguir estudar nesta área. Chegar até aqui não foi tarefa fácil. Meus pais moram no interior de Braga, há 18 km da cidade, onde o ônibus só passa duas vezes por semana. Cursei todo o Ensino Fundamental em escolas públicas no Interior, e quando iniciei o Ensino Médio começaram para mim também as dificuldades. Perdia muitas aulas em vista do transporte escolar que sempre estragava e nos dias de chuva não passava. Minha casa ficava longe da estrada, meu pai não gostava que eu andasse sozinha. Contudo, o tempo passou e no 3º ano comecei a me preocupar com o futuro. Minha família tinha poucos recursos e eu precisava tomar uma iniciativa.

Foi então que em novembro do ano passado, estiveram na escola 'anjos'. Eu não estava presente porque havia chovido, mas minha colega contou, no outro dia, sobre a visita. Professores da SETREM estavam fazendo a divulgação do curso Técnico em Agropecuária. Conversei com meus pais e mesmo contrariados permitiram que eu realizasse as provas para a bolsa de estudos. Chorei muito ao saber que o valor do benefício que havia ganho era baixo, não tinha condições de pagar. Em função da desistência de um aluno, a SETREM me ligou. Sorte a minha. Hoje trabalho junto às estufas de flores, é um grande prazer. Fiz muitos amigos aqui, jamais me esquecerei.”

Lenise Daniele Jarosczewski, 17 anos, natural de Braga, estudante do 4º ano do Curso Técnico em Agropecuária da SETREM. 


“Em 1986, meu pai recebeu de herança 48 hectares de terra no Paraguai. Ele e minha mãe transferiram-se para o local naquele ano. Nasci em fevereiro de 1987, no Brasil. Minha mãe retornou para o país em função da falta de estrutura nos hospitais. Voltamos logo após meu nascimento. Passei toda a minha infância na localidade de Santa Rita e sempre quis muito seguir carreira na área agrícola.

Em 2005, com o final do Ensino Fundamental, meu pai, em função dos meus anseios, matriculou-me no Colégio Confederación Educativa Agropecuária. Permaneci na escola por dois anos. Além de sofrer preconceito por ser brasileiro, estava descontente com o aprendizado. Os sistemas de plantio eram atrasados, havia baixa tecnologia, por vezes faltava até instrumentos para as práticas, tínhamos que trazer de casa.

Foi então que no final do ano passado meu pai participou de uma excursão para o Brasil, para conhecer cooperativas da região noroeste do Estado. Quando retornou trouxe um CD com imagens do campus SETREM. Adorei a idéia de estudar ali. Iniciei minhas atividades na escola em fevereiro deste ano e realizo concomitantemente com o Técnico, o Ensino Médio. Na SETREM todos me receberam de braços abertos. Entendi que realmente o 'conhecimento faz a diferença'.”

Edson Eduardo Becker, 20 anos, natural de Toledo/PR, estudante do 4º ano do Curso Técnico em Agropecuária da SETREM.